domingo, 21 de dezembro de 2008

Para que a vida tenha mais força...

Tenho tido preguiça de escrever. E isto é grave, pelo menos para mim. Eu sempre vivi de escrever; é um dos meus melhores dons. Escrever é comunicar-me de forma próxima, sem estar, necessariamente, presente em corpo físico.
Lembro-me das épocas em que semanalmente, religiosamente, eu escrevia uma crônica e publicava-a no blog. Hoje, eu me apropriaria delas mais uma vez. Elas continuam a dizer de mim, e a me dizer. Porque escrever é uma celebração constante de tudo o que sou e fui. E o que ainda haverei de ser.
Escrevo do lugar onde páro e olho. Mesmo parada continuo a movimentar-me. O lugar onde páro e olho é meu ponto de vista. É meu ponto de encontro comigo e desencontro com a hora do dia. Mas é encontro com o tempo.
Eu ainda sou lugar dos poemas que fiz para quem queria conhecer, encontrar. Versos que dediquei ao amor.
Eu voltei a escrever... Para o meu bem e, quem sabe, para o bem dos que se sentem "confortados" ou agraciados por aquilo que escrevo.

Abaixo, um poema que escrevi por decorrência do aniversário de um amigo no mínimo querido:

Porque sou poeta...

Eu não sei de onde vêm os sonhos
Não entendo muito sobre mistérios
Sei apenas sentí-los:
Doce essência
Que só conheço por viver.
Presença afável de Deus
Que se revela em cada linha
Que desenho, percorro, movo, páro, desejo.
Caminhos...
Porque sou poeta, canto
Porque sou poeta, a cada minuto
Desejo, sincero,
Tocar a beleza das coisas...
Porque sou poeta, sou prece
Que a prece realize dentro de mim
E no mundo toda mudança necessária.
Porque sou poeta, amo:
Tudo aquilo que, de dentro de mim,
Exala ternura que vai ao outro
E volta para mim...
Só sonho porque assim sou
Porque a verdade
É capaz de me livertar
Porque a razão 
É capaz de clarear
Porque a vida
Me faz viver.
Amo em tudo quanto faço, 
sofro, 
luto,
vibro,
celebro.
VIVO!

(Melissa Rocha 8/12/2008)

Um comentário:

Preclusão disse...

=D em breve montarei uma referência aos meu amigos blogueiros ....

Quanto a poesia, sou obrigado a dizer que as vezes a sinceridade soa como inocência e ingenuidade, o que é bom e demonstra que a escrita tem exposto sem dó nem piedade o que é você.

Enfim, o mais forte do abraços.